Práticas antirracistas na educação e na arte em contextos do Centro-Oeste
27 de outubro de 2026, 17h30 – 21h15
Teatro Sesc Sílvio Barbato (Sesc SCS)
O seminário Práticas Antirracistas na Educação e na Arte em Contextos do Centro-Oeste é proposto como uma ação formativa presencial voltada prioritariamente a professores da rede pública de ensino, além de profissionais da arte-educação e agentes atuantes nos campos da cultura e da educação.
A ação propõe partilhas, reflexões e diálogos interdisciplinares a partir das relações entre território, arte, educação, memória, representatividade negra e práticas pedagógicas engajadas com a educação antirracista.
Em termos de formato, o evento articula painéis temáticos e mesas de diálogo que abordam temas relacionados à atuação de artistas negros, à educação antirracista, à mediação cultural e a demais práticas educativas desde os territórios e paisagens culturais do Centro-Oeste no país.
A iniciativa dialoga diretamente com os princípios estabelecidos pelas Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, com foco na ampliação de repertórios teóricos e metodológicos voltados ao ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nos diferentes espaços de formação.
Objetivos
- Fortalecer práticas pedagógicas antirracistas comprometidas com a diversidade, os direitos humanos e a democracia;
- Fomentar a formação continuada de professores da rede pública e educadores em geral;
- Incentivar o uso da arte como referencial crítico para a leitura do mundo;
- Promover a troca de experiências entre profissionais da educação formal e não-formal, instituições culturais e agentes da produção artística contemporânea.
Público
- Professores da rede pública de ensino; outros profissionais atuantes nas áreas da educação, arte e cultura; interessados em geral.
- 150 vagas
- Inscrição gratuita, online, por meio de preenchimento de formulário. Acesse aqui
Identidade visual e dimensão poética
A identidade visual do seminário tem como ponto de partida a obra Elástico (2018), do artista Abraão Veloso. Nela também encontramos elementos, que dão pistas das paisagens culturais vivenciadas pelo artista em contextos urbanos de Minas Gerais e, posteriormente, do Goiás, como canecas brancas com detalhes em preto que remetem às canecas de ágata, objeto recorrente da vida no campo e em cidades marcadas pelas referências rurais.
Na imagem, a figura central brinca com um objeto que alude a um elástico circular, expandindo e retraindo. Seu gesto sugere uma ressonância com as linhas compostas ao fundo da pintura. Percorrendo as linhas do fundo com o olhar, é possível perceber diálogos visuais com mapas topográficos, deslocamentos num dado território, aproximações e afastamentos das linhas entre si, e outras possibilidades. Além disso, a partir de uma paleta de cores em tons pastel neon e de elementos plásticos associados aos gêneros feminino e masculino, investiga e amplia o campo de representação das masculinidades negras, das relações e discursos associadas a esses corpos, espaços e modos de ocupação.
PROGRAMAÇÃO
17h30 | Credenciamento e boas-vindas
18h45 | Abertura
19h - 19h30 | Painel de abertura - Entre o acontecimento e a permanência: mostras de artes visuais no cenário das representações plurais
O painel aborda a crescente presença de artistas afro-brasileiros e afro-brasileiras e artistas indígenas, mulheres e homens, nas exposições de artes visuais e a visibilidade que essas produções vêm alcançando. A proposta é refletir se essa presença aponta para um movimento momentâneo ou para uma mudança efetiva nas formas de representação e nas condutas de museus, galerias e colecionadores.
Nelson Inocencio (Professor e pesquisador do VIS/ IdA/ UnB, artista e ativista) é professor do Instituto de Artes da Universidade de Brasília – VIS/ IdA/ UnB, desde 1995. Preside o Comitê Permanente de Acompanhamento das Políticas de Ação Afirmativa – COPEAA/ CEPE/ UnB e é membro do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros – Neab/ CEAM/ UnB e Integra o Comitê Curatorial do Museu AfroBrasil Emanoel Araújo em São Paulo.
19h30 - 20h45 | Mesa redonda - Arte, Educação e Práticas Antirracistas: Diálogos desde o Centro-Oeste
A mesa propõe diálogos entre arte, educação e território a partir de perspectivas antirracistas, reunindo práticas, projetos e pesquisas que articulam diferentes modos de produzir conhecimento, criar, ensinar e aprender desde os contextos e paisagens culturais do Centro-Oeste.
Helô Sanvoy (Artista) é mestre em Poéticas Visuais pela ECA/USP e licenciado em Artes Visuais pela FAV/UFG. É membro do coletivo de performance Grupo EmpreZa. Foi premiado pelo Prêmio PIPA, em 2023, e pela ABCA – Região Centro-Oeste, em 2022.
Kanzelumuka (Artista cênica, pesquisadora e docente do CEN/IdA – UnB) é artista cênica e pesquisadora na área das artes da cena. Cofundadora, codiretora artística e integrante da Nave Gris Cia e professora do CEN/IdA/UnB.
Helen Gomes (Vice-diretora da CED São Francisco – Chicão) é graduada em Letras e Pedagogia e atua na área da educação desde 2009. Possui pós-graduação em Neuropsicopedagogia e em Gestão, Supervisão e Orientação Educacional. É vice-diretora do CED São Francisco, no Distrito Federal.
Mediação:
Auana Diniz (Coordenadora, Projeto Enredar)
20h45 - 21h15 | Painel de encerramento - Sertão Negro: uma Escola de Saberes no Centro-Oeste
Apresentação e contextualização da Escola de Saberes Sertão Negro que, desde 2021, atua com processos de ensino-aprendizagem que articulam arte, cultura, território, natureza e memória para promoção de dignidade, bem-viver em comunidade e autonomia de fazeres e saberes.
Melissa Alves (Coordenadora de Curadoria e Residência Artística e Coordenadora de Educação – Escola de Saberes Sertão Negro) é arquiteta e urbanista, curadora, arte-educadora e pesquisadora. Atua como Coordenadora Educação e de Curadoria e Residência Artística no Instituto Sertão Negro, além de participar de outros projetos artísticos de forma independente.
Escola de Saberes Sertão Negro
Complexo artístico-cultural enraizado nos fundamentos civilizatórios afro-brasileiros e indígenas, conectando artistas com território, comunidades quilombolas e o cerrado goiano. Com foco na experimentação artística, oralidade ancestral e potencialização de consciência ambiental, mantém programas de residência e formação artística.
COORDENAÇÃO GERAL
Auana Diniz
É arte/educadora e socióloga. Doutora em Artes (Instituto de Artes – UNESP, área de concentração Artes e Educação, linha de pesquisa Processos Artísticos, Experiências Educacionais e Mediação Cultural), especialista em Mediação, Arte, Cultura e Educação (Escola Guignard – UEMG) e bacharel em Ciências Sociais (PUC-SP). Possui formação em artes visuais e dança moderna e contemporânea.
Como profissional e pesquisadora das áreas da educação, história(s) das artes e mediação cultural, atua como aliada das pautas antirracistas e anticoloniais. Foi integrante e uma das fundadoras do Grupo de Estudos Egungun, atual Egungun – Grupo de Pesquisa em ancestralidade, cerâmica e decolonialidades na arte e na educação (Unesp).
Trabalhou com programas e projetos artísticos, culturais e educativos em instituições culturais como Instituto Inhotim, Fundação Bienal de São Paulo, Poiesis – Fábricas de Cultura, unidades do Sesc-SP, Instituto Arte na Escola, entre outras.
Atualmente é coordenadora geral e artístico-pedagógica do projeto Enredar (Instituto TeArt).
Trabalhou com programas e projetos artísticos, culturais e educativos em instituições culturais como Instituto Inhotim, Fundação Bienal de São Paulo, Poiesis – Fábricas de Cultura, unidades do Sesc-SP, Instituto Arte na Escola, entre outras. Colaborou em publicações nas áreas de artes visuais, dança e ensino de artes da Editora Moderna, Editora Brasil, Inhotim, SESI-SP, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Instituto Arte na Escola. Atualmente é coordenadora geral e artístico-pedagógica do projeto Enredar (Instituto TeArt).